- Olha uma lagarta.
Olhei e não tive certeza se era mesmo uma lagarta. Mas se fosse, era uma senhora lagarta. Grande e gorda. Linda. Multicolorida. E que rastejava em velocidade vertiginosa.
Claro que o que minha maturidade permitiu foi pegar a criança, pular a lagarta e correr metros. Ele ria.
Parei de correr. Coloquei o moleque no chão.
Três minutos depois ele pede:
- Me dá colo.
Dei com esforço.
- Agora corre mamãe!
- Gabriel, você tá pesado. Não dá pra correr.
Ele em silêncio. Senti que algo estava sendo planejado naquela cabecinha.
Não deu outra:
- Olha mãe! Corre! A lagarta tá vindo.
E riu com vontade.
Três minutos depois ele pede:
- Me dá colo.
Dei com esforço.
- Agora corre mamãe!
- Gabriel, você tá pesado. Não dá pra correr.
Ele em silêncio. Senti que algo estava sendo planejado naquela cabecinha.
Não deu outra:
- Olha mãe! Corre! A lagarta tá vindo.
E riu com vontade.
