“Um filho, numa mulher, é uma transformação. Até uma cretina quando tem um filho melhora."
Tirando os casos extremos e dramáticos de mães tenebrosas que sempre tem alguém pra contar, eu tendo a concordar integralmente com ele.
A maternidade é uma transformação.
Sinto-me transformada da cabeça aos pés numa velocidade vertiginosa que quase nem eu mesma consigo acompanhar.
A primeira delas foi porque me descobri capaz. E capacidade é uma competência que sempre nos deixa feliz.
Conheci um amor pleno, que não espera retribuições. Logo eu, que sempre fui de esperá-las.
Aprendi a confiar em mim mesma, e a ouvir os sussuros de uma certa voz interior ancestral que me lembra sempre do meu título de fêmea, bicho, mãe, feroz.
Ganhei força. Força para nadar contra a maré, para defender o que eu acredito, força para falar, incessantemente falar sobre ser mãe, sobre educar, sobre criar um mundo melhor para nossos filhos e filhos melhores para o nosso mundo.
Sim, estou transformada.
(Fonte: Pinterest)
Quando vou me apresentar em algum lugar tenho dificuldades de não dizer todas as vezes - Sou Débora, atriz, professora de teatro, mas principalmente - e me desculpem as minhas outras paixões- sou mãe.
Tudo isso num tom desesperado de confissão e súplica de que me entendam, por favor, terei de falar sobre uma das minha militâncias maternas no meio da nossa conversa.
Ser mãe é se jogar abismo abaixo confiando no amor.
É não ter tempo para pensamentos negativos, para amores rasos, para amizades superficiais... É aprender a deixar ir tudo aquilo que nos atrasa, que retém, para enfim tentar ir além, porque agora, eu sou o além.

Débora, me identifiquei profundamente! Eu poderia ter escrito isto...
ResponderExcluirBeijos